Joilson Gouveia* |
· “Os comunistas sempre souberam chacoalhar as
árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabem é plantá-las” – Roberto Campos.
A
retórica escarlate é a mesma ladainha, latomia e cantilena de sempre quanto ao
assunto reformas previdenciária e trabalhista ou fiscal e tributária, desde os
idos da década de oitenta!
Lembrando que, quem
anela, busca e persegue a essas reformas
previdenciária e trabalhistas é a corja escarlate, desde FHC; lembras-te?
Para uma reforma
mais profícua, enxuta, cirúrgica, prática e eficaz senão eficiente, no mínimo:
é imperioso que se dê um fim definitivo das aposentadorias especiais parlamentares e de ex-chefes-de-executivos
federais e estaduais e, principalmente, das suas perniciosas e odiosas pensões
vitalícias; fim dos generosos fundos eleitoral e político-partidário;
especialmente da Lei Rouanet e da Bolsa-Ditadura doadas aos mais de 22 mil subversivos, guerrilheiros e terroristas que tentaram implantar a ditadura vermelha do proletariado ou socializar
(esquerdizar-comunizar) nosso Brasil!
Ora, se querem uma previdência única, geral e igual para todos,
igualitária, comum, coletiva, inclusive para os militares e policiais e bombeiros
militares de maneira igualitária, equânime, equivalente e equitativa aos trabalhadores
civis, mormente em tempo de contribuição e de serviço de 40 anos ou de 65 e 62,
para homens e mulheres, respectivamente, que, também, nos sejam assegurados, aos
castrenses ativos, inativos, viúvas e pensionistas, federais e estaduais, os
seguintes direitos, os quais jamais nos asseguraram nem nos concederam, a saber:
a) FGTS;
b) Adicional Noturno;
c) Adicional de Insalubridade;
d) Adicional de Periculosidade;
e) Adicional de tempo integral ou dedicação exclusiva;
f) Adicional de Horas-Extras (noturnas e diurnas);
g) Diárias e indenizações por viagens operacionais a serviço, de
serviço e em serviço,
g) Plano de saúde – assistência médica e odontológica ou
psicológica, clínica e hospitalar, enfermaria, ambulatorial e laboratorial;
h) Auxílios transporte e moradia e vale alimentação etc.;
- Operamos e trabalhamos sem dedicação exclusiva e tempo
integral, sem repousos semanais remunerados, adicional de férias de pelo menos
um terço salarial (de férias), ajuda de custo e folgas mínimas por horas
trabalhadas!
Urge, pois, relembrar e destacar que nós, os castrenses federais
e estaduais, para a devida aposentadoria [reserva remunerada] cumprimos o tempo
de efetivo serviço de, no mínimo, trinta anos de serviço que equivalem, no
mínimo, a 45 anos de serviço do trabalhador comum ou civil, devido às
características particulares, peculiares e específicas de nossa missão e profissão,
considerando uma jornada de 8 horas diárias. - Vivemos num estado de estresse permanente, seja na atividade seja na inatividade!
Ademais, nós, enquanto castrenses, talvez por má-fé, vindita ou
revanchismo, sequer temos assegurados os mesmos direitos de registro e participação em
agremiações políticas ou participação e filiação político-partidária,
sindicalização, greve, fundos de pensão e licenças especiais ou averbação de férias
e licenças não gozadas e em dobro!
Acaso, só por acaso, recebêssemos horas-extras e adicional noturno
teríamos uma majoração salarial de, no mínimo, 107%. Logo, a economia anual,
com hora-extra e adicional noturno é de mais de 18,3 bilhões anuais, isso somente em relação às Forças Armadas, imagine-se e calcule-se juntamente com as polícias e bombeiros militares, do Brasil.
Ao ensejo, transcrevo excertos de um texto pescado nas redes
sociais, de Kleber Danúbio Alencar Júnior, a saber:
- “Para as pessoas (não vou adjetivar para não perder a amizade) que acreditam que Militares, policiais e Bombeiros Militares devem ter seu sistema de proteção social igualado à previdência dos demais trabalhadores, a tragédia de Brumadinho mostra porque necessitamos de um sistema diferente. Militares, policiais e Bombeiros estão trabalhando ininterruptamente no local. Muitos estavam de folga e se apresentaram, outros não eixaram o turno de serviço quando, teoricamente, ele deveria ter acabado. Tudo em prol da sociedade, do cidadão! Orgulho de ser militar”!
- ...Detalhe...ninguém vai pedir nada depois, ...nem entrar na justiça pedindo adicional ou hora-extra...e anda estão sujeitos a dar a própria vida!
- Orgulho e saudades”!
Com efeito, se querem nos igualar ou nivelar ao mesmo patamar, que passem a dar aos civis os
atuais direitos especiais dos militares,
que não dispõem de nenhum desses direitos listados acima! A economia será
descomunal, com certeza! Ou não?
Enfim, ao ensejo, a propósito e por oportuno, insto aos meus
quase cem leitores que acessem os endereços e links abaixo, onde discorremos
sobre o tema, a saber:
a) https://jus.com.br/artigos/1935/ataque-ao-monstro-o-servidor-publico-de-novo-e-o-vilao-da-historia;
Urge destacar que não se deve igualar os desiguais, mormente os militares e policiais e bombeiros
militares, sem antes enxugar, cortar, diminuir, reduzir ou desaparelhar à descomunal,
gigantesca e monstruosa máquina administrativa estatal, nas três esferas administrativas
e nos três Poderes, Instituições e Órgãos republicanos até o terceiro escalão,
mormente dos chamados cargos comissionados!
Abr
*JG
P.S.: Já dissemos e reiteramos: se aos ministros do STF a idade-limite foi majorada de 70 para 75 - ver PEC da bengala - e aos parlamentares inexiste limite de idade, por quê e para quê entrar no joguinho escarlate de eternas reformas (desde FHC que a cantilena é a mesma) e fixar limites de idade ou tempo de contribuição, para os trabalhadores comuns, civis e militares, se aos acima citados não HÁ nem uma coisa nem outra?
P.S.: Já dissemos e reiteramos: se aos ministros do STF a idade-limite foi majorada de 70 para 75 - ver PEC da bengala - e aos parlamentares inexiste limite de idade, por quê e para quê entrar no joguinho escarlate de eternas reformas (desde FHC que a cantilena é a mesma) e fixar limites de idade ou tempo de contribuição, para os trabalhadores comuns, civis e militares, se aos acima citados não HÁ nem uma coisa nem outra?
Nenhum comentário:
Postar um comentário