Joilson Gouveia* |
Há mesmo isso, nessas plagas caetés, se o
dito “caçador” de “votos perdidos” nunca os perdeu por aqui? Ao
que se sabe, somente perdera quando pesquisas davam-lhes 69%: dormiu eleito e
acordou com a vitória de seu adversário; lembram disso: nos idos de 1990?
De lá para cá, se perdeu algum pleito,
desconheço!
Aliás, sou bem capaz de apostar nas vitórias
das mesmas figurinhas carimbadas de sempre, especialmente em se mantendo e
mantida “eleição” nessas invioláveis,
invulneráveis e imaculadas urnas eletrônicas, mormente se não houver IMPRESSÃO DO VOTO digital, digitalizado, teclado e
depositado, sem possibilidade de conferência, audiência e comprovação ou
aferição da computação; já discorremos sobre isso em nosso Blog.
Afora disso, nenhum eleitor pode e, muito
menos ainda, deve ser responsabilizado por nenhum “voto perdido,
achado, computado, transferido ou trasladado”, de um para outro
candidato e vice-versa: antes dizia-se que compravam do eleitor; hoje ninguém
mais sabe, salvo os hackers e experts espertíssimos em cibernética; ou não?
De há muito que “o voto
não decide nada; quem conta os votos é quem decide tudo”! – Stalin: assim tem sido, assim é e assim será,
para dar-se impressão que houve manifesta anuência da maioria, que
caracterizaria uma Democracia,
daí as eleições! Por aqui, tudo se resolve com ... Eleições! Tanto é assim que tem-se uma de dois em
dois anos: debacle
redemocratização!
Tem-se visto sobremaneira, dos resultados das
últimas eleições, que a vontade da
maioria dos eleitores é desdenhada, espezinhada, desprezada e menoscabada
porquanto o somatório de votos BRANCOS, NULOS E ABSTENÇÕES, de uma imensa,
monumental e esmagadora parcela da população demonstra sua indignação, repulsa,
ojeriza, abominação e aversão aos “nossos
representantes” (que jamais nos representa enquanto POVO e FATOR REAL DE
PODER SOBERANO), os quais defendem tão somente aos seus umbilicais, pessoais,
privados, privativos e personalíssimos interesses individuais e de si próprios
quando não de sua parentela e apaniguados et caterva de filiados.
Os interesses partidários estão acima dos interesses nacionais e de seu objetivos permanentes! Daí o
incomensurável, estratosférico, exorbitante e monumental ou monstruoso e gigantesco
gasto com os Fundos Partidários: o governo, a
União e o povo os mantêm para devorarem, desviarem e doarem o Erário Nacional!
Há de lembrar que, numa Democracia, mormente num Estado
Democrático, Humanitário e de Direito, o soberano povo está – pelo menos deveria estar -acima dos partidos e de todos os Poderes, Instituições Órgãos republicanos,
mas somente escolhe ínfima parte dos membros integrantes desses Poderes – põe, mas não depõe
- : por exemplo, o povo ainda não escolhe seus magistrados, desembargadores,
ministros e membros do Parquet, Procuradorias, Defensorias e etc., mercê da
indicação da caneta ou bastão do Chefe do Executivo, restando com uma dívida
vitalícia, perene e permanente à mão que os alçou; ou não?
Enfim, não há voto perdido,
salvo os BRANCOS, NULOS E ABSTENÇÕES que se manifestam contrariados, abstraídos
e até revoltados, mas “governados”
por quem sequer teve a maioria dos votos totalizados, somente dos que são
considerados válidos, por quem conta os votos,
que continua decidindo tudo!
Abr
*JG
P.S.: Até a edição e publicação do texto
supra ainda não sabia da novidade anunciada no http://reporteralagoas.com.br/novo/mais-de-35-mil-alagoanos-podem-ter-o-titulo-eleitoral-cancelado-alerta-tre/,
que informa haver 1.961.530 de ELEITORES FALTOSOS às três últimas eleições,
que considera cada turno uma eleição, logo um de 2014 e dois de 2016 ou vice-versa,
mas sequer menciona se correspondem às ABSTENÇÕES ou outro motivo qualquer
desse excessivo número de faltosos, dos quais 35.892 seriam de eleitores caetés
(?)
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